“O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe
convém”.
William Shakespeare
A ironia no desenvolvimento de um pensamento
teológico é quando alguém defende seu ponto de vista – insistindo ser bíblico
-, citando autores humanos e raciocínios desenvolvidos no decorrer dos anos.
Isso é um tiro no próprio pé.
Por quê?
Não apenas porque os detentores de tais raciocínios
eram seres humanos, mas também, porque nós somos homens interpretando outros
homens como se de alguma forma estivéssemos lendo Deus – Fechando todas as
possibilidades de alguém discordar.
O perigo de tal pressuposto?
Criarmos hierarquias de pensamento ao qual, como reis
e rainhas, nos da licença para determinarmos qualquer diabo que seja – Velha
história: Não é uma questão de quem está certo ou errado, é uma questão de quem
tem os melhores argumentos e a melhor política. Não é uma questão de buscar a
multiface do amor, mas de buscar o que interpreto por amor.
Sério? O Criador do Universo está envolvido nisso?
Com certeza muitos possuem um argumento para dizer
que sim.
Constantino, Hitler e muitos outros, achavam que
estavam fazendo o trabalho de Deus em suas épocas. Que a interpretação que
faziam era suficientemente lógica para agirem como agiram. Não me admira o
crescimento do número de ateus hoje em dia. Não estamos vendendo salvação
novamente? Não estamos vendendo sucesso, dinheiro, e a mente de Deus de alguma
forma?
Como resolver então os impasses teológicos da era?
Voltando-se ao amor, e a necessidade de comunhão
entre os homens. Buscar uma abordagem bíblica fundamentada no simples fato que,
debaixo de nossa pele somos todos iguais. A Bíblia não foi escrita por reis e
rainhas ou para reis e rainhas, mas, para pessoas comuns como eu e você; que
não necessita de anos de treinamento para interpretar algum versículo, mas só
de aprender como praticar o amor. Enfim, ajudar a sociedade a descobrir a
divindade que está disponível em cada ser humano.
Texto de Nelson Costa Jr.
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