sexta-feira, 29 de junho de 2012

Teologia do Capeta


“O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém”.
William Shakespeare

A ironia no desenvolvimento de um pensamento teológico é quando alguém defende seu ponto de vista – insistindo ser bíblico -, citando autores humanos e raciocínios desenvolvidos no decorrer dos anos. Isso é um tiro no próprio pé.

Por quê?

Não apenas porque os detentores de tais raciocínios eram seres humanos, mas também, porque nós somos homens interpretando outros homens como se de alguma forma estivéssemos lendo Deus – Fechando todas as possibilidades de alguém discordar.

O perigo de tal pressuposto?

Criarmos hierarquias de pensamento ao qual, como reis e rainhas, nos da licença para determinarmos qualquer diabo que seja – Velha história: Não é uma questão de quem está certo ou errado, é uma questão de quem tem os melhores argumentos e a melhor política. Não é uma questão de buscar a multiface do amor, mas de buscar o que interpreto por amor.

Sério? O Criador do Universo está envolvido nisso?

Com certeza muitos possuem um argumento para dizer que sim.

Constantino, Hitler e muitos outros, achavam que estavam fazendo o trabalho de Deus em suas épocas. Que a interpretação que faziam era suficientemente lógica para agirem como agiram. Não me admira o crescimento do número de ateus hoje em dia. Não estamos vendendo salvação novamente? Não estamos vendendo sucesso, dinheiro, e a mente de Deus de alguma forma?

Como resolver então os impasses teológicos da era?

Voltando-se ao amor, e a necessidade de comunhão entre os homens. Buscar uma abordagem bíblica fundamentada no simples fato que, debaixo de nossa pele somos todos iguais. A Bíblia não foi escrita por reis e rainhas ou para reis e rainhas, mas, para pessoas comuns como eu e você; que não necessita de anos de treinamento para interpretar algum versículo, mas só de aprender como praticar o amor. Enfim, ajudar a sociedade a descobrir a divindade que está disponível em cada ser humano.

Texto de Nelson Costa Jr.

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