"Um desejo deslocado de honrar a “ Sagrada Escritura” leva muitos calvinistas a ler a Bíblia como um livro de declarações verdadeiras. O problema, em minha opinião, é menos a identificação deles da Bíblia com a Palavra de Deus do que a teoria de significado e referência que têm. Uma imagem de significado mantém os calvinistas presos. Essa imagem equaciona o significado de um texto com seu referente, isto é, com sua correspondência tradicional empírica. Sem testar as leituras, tanto subjetivas quanto objetivas na prática, os idealizadores da “tradição reformada” não são consistentes literais como dizem ser .Quando uma leitura bíblica, social , histórica ou científica parecer problemática para seu próprio ponto de vista, eles alteram para uma leitura não literal. Ou seja, o letrismo reformado de hoje deixa claro que muitos (por acalentados próprios, e dogmas pessoais) não despertaram do sono reformado da razão, tradição e experiência de uma época. Não entenderam que, da mesma forma que os reformadores do século XVI redimiram o texto e, dessa forma, a possibilidade de conhecimento literário, nós temos que redimir o texto em nossa época".
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